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Decreto de proteção para o filho: texto e como fazer

Para mães e pais que rezam antes do filho sair de casa. Um decreto diário de proteção, que cuida sem prender e sem alimentar medo.

Resumo

Para quando
Seu filho saiu de casa, começou uma escola nova, está passando por fase difícil ou você simplesmente quer cuidar todo dia.
Melhor momento
De manhã, antes de ele sair, ou à noite, com a mão sobre a cabeça dele.
Quantas vezes
Todo dia. Leva menos de dois minutos.
Elementos (opcional)
Nenhum. Se quiser, um copo d’água ao lado da cama dele ou uma vela branca.

Para que serve o decreto de proteção para o filho?

Ser mãe ou pai é aprender a conviver com o que não se controla. Ele sai, você fica, e a cabeça inventa o resto.

A oração de proteção sempre teve essa função: transformar a preocupação em cuidado. Em vez de imaginar desgraça, você coloca o seu filho na luz em que você acredita e volta para a sua vida.

Este decreto foi escrito assim, sem medo como combustível. Ele protege sem prender, e não decide nada pela vida do seu filho.

  • Ele começou escola, trabalho ou faculdade nova.
  • Anda calado, triste ou irritado e você não sabe o que houve.
  • Está numa fase de amizades que te preocupa.
  • Você passa o dia com o celular na mão esperando notícia.

O decreto de proteção para o filho (texto completo)

Diga em voz baixa, com a mão sobre a cabeça dele quando for possível, ou em pensamento quando ele já saiu. Troque os colchetes pelos nomes.

Eu, [seu nome], coloco [nome do filho] sob a proteção da luz em que eu creio. Que ele caminhe hoje envolvido em paz, da cabeça aos pés. Que encontre gente boa pelo caminho e saiba reconhecer quem não é. Que tenha discernimento para escolher e coragem para dizer não. Que a casa seja sempre lugar seguro para ele voltar e contar o que for. Que eu saiba cuidar sem sufocar e acompanhar sem decidir por ele. Entrego o que não está nas minhas mãos, porque preocupação não é proteção. Que o afeto que eu tenho por ele chegue como calma, e não como medo. Que ele cresça no tempo dele, forte e livre. Que volte bem para casa hoje. Eu confio, eu cuido e eu solto. Assim é.

Como fazer o decreto, passo a passo

  • Escolha um momento fixo: antes de ele sair, na porta, ou à noite, quando ele já estiver na cama.
  • Se der, coloque a mão sobre a cabeça ou no ombro dele enquanto fala em voz baixa.
  • Se ele já saiu, diga em pensamento, com a foto dele em mente.
  • Se quiser, acenda uma vela branca num pires firme, num lugar alto e seguro, longe de tecidos e fora do alcance de crianças e animais.
  • Deixe um copo d’água limpo na cozinha durante o dia e troque à noite, jogando a antiga na pia.
  • Acompanhe a vela até o fim ou apague com um abafador ou uma colher de metal. Nunca deixe vela acesa sozinha.
  • Depois do decreto, faça a parte prática: perguntar como foi o dia, escutar sem interromper e combinar horários.

O que costuma mudar depois?

A mudança maior costuma ser na mãe ou no pai. O decreto dá um lugar para a preocupação ir, e o dia fica mais leve.

Com menos ansiedade de casa, a conversa com o filho muda de tom: menos interrogatório, mais escuta. E filho escutado conta mais.

Nas crianças pequenas, dizer o decreto na hora de dormir vira ritual de acalmar. Muitas dormem melhor só pela rotina da mão na cabeça e da voz baixa.

Quando a proteção pede mais do que um decreto?

Se o seu filho está em sofrimento visível, se fala em morte, se some por dias, se há uso de substâncias ou sinais de violência, isso pede ajuda profissional imediata.

Se vierem pensamentos de morte ou de se machucar, procure agora o CVV 188 (24 h) ou o SAMU 192.

Se houver violência dentro de casa ou risco para a criança, procure o Conselho Tutelar da sua cidade e a delegacia.

Se você está em perigo, ligue 190. Para orientação sobre violência contra a mulher, ligue 180 (24 h, ligação gratuita).

Na blindagem energética, eu trabalho o fortalecimento do campo da família, e na limpeza energética cuido do ambiente de casa quando ele está pesado. Atendo em Cotia e online.

As terapias holísticas são complementares e não substituem acompanhamento médico, psicológico ou psiquiátrico.

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Perguntas frequentes

Meu filho precisa saber que eu faço?

Não precisa. Você está desejando bem, não decidindo nada por ele. Com crianças, porém, fazer junto na hora de dormir costuma ser bonito e acalmar os dois.

Serve para filho adulto?

Serve, e ali a parte de “cuidar sem sufocar” pesa mais. Com filho adulto, o decreto é também um exercício de soltar.

Posso fazer para neto ou afilhado?

Pode. Troque o nome e a palavra “filho” pelo vínculo que existe. Proteção não é exclusividade de mãe e pai.

E se eu não conseguir parar de me preocupar?

Preocupação constante, insônia e pensamento acelerado são sinais de ansiedade, e ansiedade pede cuidado profissional. O decreto ajuda no dia a dia, mas não substitui esse acompanhamento.

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Lucila Celete · Terapeuta holística · Cotia/SP e online

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